quarta-feira, 13 de abril de 2011


Sapo: espécie de anfíbio mais conhecido

O nome sapo é uma designação genérica de anfíbios da ordem Anura predominantemente terrestres, com pele rugosa, e glândulas paratoides semelhantes a verrugas. É usado especialmente em relação a membros da família Bufonidae. No entanto, não sendo uma designação científica, aplica-se também a algumas espécies de outras famílias como Bombinatoridae, Discoglossidae, Pelobatidae, Rhinophrynidae, Scaphiopodidae e Microhylidae. Por exemplo, o sapo-parteiro pertence à família Discoglossidae, à qual pertencem também as rãs-pintadas. A semelhança física dos sapos de famílias diferentes deve-se a evolução convergente em ambientes secos.

CURIOSIDADES


É muito comum ouvirmos falar que a urina dos anuros é venenosa e que pode cegar. Isso não é verdade. O líquido que esses animais soltam ao se sentirem molestados, nada mais é do que uma solução aquosa, armazenada na bexiga completamente inofensiva. O que posso dizer é que aqueles sapos verruguentos que vimos por aí, possuem a glândula parotóide que ao ser pressionada espirra o líquido levemente tóxico, esbranquiçado e pastoso que, entrando em contato com a mucosa dos olhos, nariz ou boca, pode causar irritações – principalmente quando são mordidos por outros animais,



Existem cerca de 4.800 espécies de sapos.A maioria deles vive próximo a uma fonte de água, muito embora existam sapos que vivam em ambientes úmidos que não são considerados ambientes aquáticos, como a serrapilheira de florestas tropicais úmidas. A necessidade de água é mais premente para os ovos e os girinos do sapo, e algumas espécies utilizam poças temporárias e água acumulada nos ramos de plantas, como as bromélias como sítio de criação.

Esta classe de animais vertebrados, composta por sapos, rãs, salamandras aquáticas e as cecílias, foi a primeira a aparecer no planeta terra por volta de 300 milhões de anos. Hoje, habitando algumas ilhas da Indonésia, ainda existem espécimes raros e antigos que viveram na Idade do Carvão, período em que estes animais foram o grupo dominante.
Os anfíbios têm a capacidade de viver tanto dentro quanto fora da água, porém, sua pele precisa estar constantemente úmida, pois funciona como um meio de respiração para este animal. Apesar de quase todos desta classe possuírem pulmões, eles são de estrutura extremamente simples. Tanto a rãs e quanto os sapos possuem ouvidos e um coração de complexidade superior se comparado aos seus ancestrais. 

CURIOSIDADES


Mas, no mundo animal, as cores na natureza nem sempre estão relacionadas a beleza. Em alguns casos, elas são um claro aviso de perigo. Os anuros (sapo, perereca e rã) com cores muito fortes e vivas podem possuir a pele irrigada por toxinas mortíferas. Isso mesmo! Dizemos que esses sapos são venenosos (precisam ser tocados ou ingeridos para o veneno fazer efeito) e não são peçonhentos, ou seja, não possuem meios de inocular o veneno, como presas ou ferrões.

A forma de vida anfíbia, considerada bastante adaptável, vem evoluindo durante milhares de anos por sua capacidade de habitar a maior parte dos continentes do mundo, exceto a Antártida, que possui condições climáticas extremamente rigorosas para quase todo o tipo de vida. 
Os sapos se distinguem das rãs pelas membranas interdigitais pouco desenvolvidas e pela pele mais seca e rugosa. Geralmente, vive em ambiente mais seco.
No Brasil podemos encontrar estes seres em várias regiões, inclusive na região da Mata Atlântica, que com uma biodiversidade ainda maior do que a da Floresta Amazônica, possui sua fauna formada principalmente por anfíbios (grande variedade de anuros), além, é claro, de outras vidas como os mamíferos canídeos e aves das mais diversas. É uma das áreas mais sujeitas à precipitação no Brasil, com chuvas orográficas que caem em função das elevações do planalto e das serras, o que torna este um habitat perfeito para a categoria estudada. 

CURIOSIDADES


Sapo Arco-Íris – adorado como um Deus na Índia
sapo estranho
Centenas de pessoas se aglomeram na casa de Reji Kumar, na Índia, para rezar e pedir milagres. Quando Reji, de Thiruvananthapuram, na capital de Kerala, no sul da índia, avistou o sapo pela primeira vez, era fascinantemente branco. Depois mudou para amarelo e depois para cinza. O sapo que muda constantamente de cor é venerado com um Deus.




Os anfíbios dependem da água para a postura de ovos, pois estes não têm casca, e para manter a pele úmida, necessário para a realização da respiração cutânea na qual a troca de gases é feita pela pele. A respiração cutânea é necessária pois a respiração pulmonar não é completamente eficiente.
Depois de alguns dias depostos, dos ovos saem girinos os quais respiram por brânquias, têm uma cauda e não têm pernas. Com o tempo o girino vai perdendo a cauda, desenvolvendo pernas posteriores e anteriores e trocando a respiração branquial pelas respirações pulmonar e cutânea até deixar a água ao término das transformações.
Os sapos capturam suas presas lançando para fora da boca a língua muscosa, longa e pegajosa, que é presa ao assoalho da boca pela extremidade anterior. 

NOVA POSTAGEM NA PRÓXIMA SEMANA, FALAREMOS DOS SAPOS VENENOSOS.